Tortugas: Especies, Cuidados y Salud

Tartaruga é réptil ou anfíbio? Entenda em 2026

Post actualizado el día octubre 26, 2026 by DeiviSanzPlay

As tartarugas são répteis da ordem Testudines, um grupo que existe há mais de 200 milhões de anos. Não são anfíbios nem peixes, embora muitas vivam na água. Têm pulmões, pele escamosa e um casco que lhes serve de casa e escudo. Se alguém te perguntar que tipo de animal é uma tartaruga, a resposta curta é: réptil. Mas a coisa tem nuance.

O que faz uma tartaruga ser réptil e não outra coisa

O casco é a marca da casa. A parte de cima chama-se carapaça, a de baixo, plastrão. Ao contrário do que muitos pensam, o casco não é uma concha separada: é osso fundido com a coluna e as costelas. Isso significa que a tartaruga não sai do casco, ela é o casco.

Outra característica de réptil é a respiração pulmonar. Mesmo as tartarugas marinhas, que passam a vida no oceano, precisam subir à superfície para respirar. Algumas conseguem ficar horas debaixo d’água porque reduzem o ritmo cardíaco, mas não extraem oxigênio da água como os peixes.

A pele é seca e coberta por escamas, sem glândulas mucosas. Isso as diferencia dos anfíbios. E são ectotérmicas: dependem do ambiente para regular a temperatura corporal. Por isso é tão comum ver tartarugas tomando sol em pedras ou troncos.

Terrestres, marinhas e de água doce: três mundos diferentes

Existem mais de 350 espécies de tartarugas no mundo. A divisão mais útil para quem vai criá-las ou observá-las é entre terrestres, marinhas e de água doce. As terrestres têm patas colunares e andam devagar, mas com força. As marinhas têm nadadeiras e são nadadoras exímias. As de água doce ficam no meio termo: patas com membranas e casco mais achatado.

As tartarugas terrestres mais famosas são as gigantes de Galápagos e as de Seychelles. Podem passar de 100 anos e pesar mais de 250 kg. Já as tartarugas marinhas, como a tartaruga-verde e a tartaruga-de-pente, migram milhares de quilômetros entre áreas de alimentação e praias de desova.

No Brasil, as tartarugas de água doce mais comuns em cativeiro são o tigre-d’água (Trachemys scripta) e a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa). Esta última é gigante: chega a 90 cm de carapaça e é muito visada por caçadores.

Um erro comum é achar que toda tartaruga pode viver no mesmo aquário. Tartarugas terrestres morrem afogadas em água funda; tartarugas marinhas não sobrevivem em lagos de quintal. Cada espécie pede um habitat específico.

Habitat natural: onde cada espécie realmente vive

O habitat das tartarugas varia conforme a espécie. As terrestres ocupam desertos, florestas secas e zonas áridas. As de água doce preferem rios, lagos e pântanos de regiões tropicais e subtropicais. As marinhas são encontradas em oceanos tropicais e subtropicais, geralmente perto da costa, mas algumas cruzam o Atlântico.

Essa diferença define a dieta. Tartarugas marinhas comem algas, medusas, esponjas e peixes. As terrestres são basicamente herbívoras, comendo folhas, frutos e flores, embora algumas aceitem insetos e carcaças. As de água doce são onívoras: peixes, insetos, moluscos, plantas aquáticas.

Em cativeiro, a alimentação errada é a principal causa de doença. Dar alface ou ração de peixe para uma tartaruga terrestre, por exemplo, desregula o cálcio e deforma o casco. Cada espécie tem exigência nutricional própria.

Ciclo de vida e longevidade: o que ninguém te conta

Tartarugas são animais de vida longa. A tartaruga gigante de Galápagos pode viver mais de 150 anos. A tartaruga-de-caixa comum passa dos 50. Mas isso não significa que vivem bem em qualquer lugar. Em cativeiro, muitas morrem jovens por falta de luz UVB, cálcio ou espaço.

O ciclo começa no ovo. As fêmeas cavam ninhos na areia ou terra e enterram de 5 a 200 ovos, dependendo da espécie. A temperatura do ninho define o sexo dos filhotes: mais quente, mais fêmeas; mais frio, mais machos. Isso é chamado de determinação sexual dependente da temperatura.

Depois de nascerem, as tartarugas passam por um período de crescimento lento. Algumas espécies levam 10 a 20 anos para atingir a maturidade sexual. A reprodução em cativeiro exige simulação de estações e espaço adequado, o que não é para amador.

Cuidados básicos para tartarugas em casa

Se você pensa em ter uma tartaruga, saiba que não é animal de baixa manutenção. Precisa de terrário ou aquaterrário grande, lâmpada UVB, lâmpada de aquecimento, filtro potente e água limpa. Tartarugas de água doce sujam muito a água e podem transmitir salmonela, então higiene é obrigatória.

Para espécies terrestres, o substrato deve permitir escavação e a área precisa ter sol direto ou luz UVB artificial. A dieta deve ser variada e suplementada com cálcio. Já as marinhas não são animais de estimação: são protegidas por leis internacionais e exigem instalações de porte industrial.

Antes de comprar, verifique a legislação do seu país. No Brasil, o Ibama regula a criação de tartarugas exóticas e a posse de espécies nativas. Muitas tartarugas vendidas em feiras são capturadas ilegalmente e podem morrer em poucos meses.

Curiosidades que valem a pena saber

As tartarugas não têm dentes: usam bicos córneos para cortar o alimento, como aves. Também não têm orelhas externas, mas sentem vibrações pelo chão e pela água. E algumas espécies de água doce conseguem respirar pela cloaca, absorvendo oxigênio da água em períodos de hibernação.

A confusão entre tartaruga, jabuti e cágado é comum no Brasil. Popularmente, tartaruga é a marinha, jabuti é a terrestre e cágado é a de água doce. Mas na biologia todos são Testudines. O nome não muda a essência, mas ajuda a escolher o cuidado certo.

No fim, a tartaruga é um réptil com uma história evolutiva fascinante, vida longa e adaptação surpreendente. Se você quer ter uma, estude a espécie, monte o habitat correto e prepare-se para décadas de convivência. Não é bicho de impulso.