Preguntas y Respuestas

Como é Feito o Papel Higiênico

Post actualizado el día September 27, 2026 by DeiviSanzPlay

Uma vez entrei numa fábrica de papel/”>papel higiênico. Bom, na verdade foi para visitar um primo que trabalha lá, não para ver como faziam os rolos/”>rolos de papel. Mas no final foi o que mais me chamou a atenção.

A primeira ideia que tiram da sua cabeça é a de que derrubam florestas inteiras. Pelo que me contaram, não é assim. A matéria-prima do papel higiênico costuma ser a madeira que sobra, as partes da árvore que não servem para móveis nem para tábuas, como as pontas dos galhos e os recortes. Tudo vai para uma máquina que tira a casca, e depois o tronco limpo é picado em lasquinhas.

A parte mais estranha é a seguinte. Essas lascas são colocadas para cozinhar. Sim, como se fosse uma panela gigante, mas com químicos e durante horas. A ideia é separar a fibra boa da “cola” natural da madeira, que chamam de lignina. Depois lavam tudo isso, branqueiam para que fique branco e aí você já tem uma pasta úmida que parece um purê bem aguado.

O processo para fazer papel higienico/”>higienico, o normal, continua aí. Essa pasta é misturada com água e às vezes com papel reciclado. Jogam sobre uma tela enorme que vibra para que quase toda a água saia e as fibras vão se unindo. O que resta passa por uns rolos quentes para secar completamente e depois uma lâmina raspa uma camada finíssima: já é papel! Vão enrolando num cilindro gigante que parece o tronco de uma árvore, daí colocam as perfurações quadradas e cortam nos rolos de papel que todos conhecemos.

Mas há outra história. O papel higienico reciclado tem um caminho diferente. Não começa na floresta, mas sim nos contentores azuis. Recolhem papel de escritório, revistas velhas, jornais e levam para uma fábrica de papel. Lá trituram, misturam com água e produtos para limpá-lo, e refinam até que também se transforma numa polpa. O resto da viagem é quase igual: transformam em esses rolos gigantes e depois cortam sob medida para chegar à sua casa.

O que mais me surpreendeu foi a escala de tudo. Numa fábrica papel higienico de verdade não se fazem dois rolos. Fazem-se milhares ao mesmo tempo, tudo automatizado. Você vê como a polpa viaja por tubulações, como as máquinas enrolam e cortam sem parar. Essa produção de papel higienico é uma barbaridade. Pensar na quantidade de gente que usa papel de banheiro e que isso tem que sair de lá todos os dias… te faz/”>faz ver as coisas de outra maneira.

No final, da próxima vez que eu pegar um rolo, não vou ver apenas papel de banheiro. Vou ver lascas de madeira cozidas, ou talvez minha conta de luz do ano passado feita purê e transformada. É uma viagem estranha a que faz a coisa mais simples.